Fertilidade dos solos para o milho

sábado, 4 de julho de 2009 · 0 comentários


Fertilidade de solos

A análise do solo, num sentido amplo, é uma medida físico-química, mas, no agronômico, seu objetivo é determinar a habilidade do solo em fornecer nutriente às plantas, e também determinar as necessidades de calcário e fertilizantes, além de diagnosticar problemas de toxidez de alguns elementos, excesso de sais e outros. Nesse tópico é fundamental discutir aspectos relacionados à amostragem do solo e a interpretação de resultados de análise do solo levando em consideração que os resultados de uma análise química de solo para que tenham validade e representatividade, é indispensável o máximo cuidado e critério na coleta de amostras que deverão ser enviadas aos laboratórios. Nenhuma análise é melhor que uma boa coleta de amostras, pois elas é que irão representar toda a área da propriedade onde deverão ser aplicados os corretivos e fertilizantes.

Além dos sintomas característicos de uma ou outra desordem, que só se manifestam em casos graves, a identificação do estado nutricional da planta somente é possível pela análise química da mesma.

A utilização da diagnose foliar como critério diagnóstico baseia-se na premissa de existir uma relação bem definida entre o crescimento e a produção das culturas e o teor dos nutrientes em seus tecidos.

Os solos brasileiros, na sua maioria, são ácidos, destacando-se aqueles sob vegetação de cerrado. Tais solos são caracterizados por baixas concentrações de cálcio e de magnésio, elementos diretamente envolvidos no desenvolvimento das raízes, e por valores elevados de alumínio trocável e baixa disponibilidade de fósforo do solo.

Nos últimos anos, a cultura do milho, no Brasil, vem passando por importantes mudanças tecnológicas, resultando em aumentos significativos da produtividade e produção. Entre essas tecnologias, destaca-se a necessidade da melhoria na qualidade dos solos, visando uma produção sustentada. Essa melhoria na qualidade dos solos está geralmente relacionada ao adequado manejo, o qual inclui, entre outras práticas, a rotação de culturas, o plantio direto e o manejo da fertilidade, através da calagem e gessagem , nutrição e adubação do milho (adubação equilibrada com macro e micronutrientes, utilizando fertilizantes químicos) adubação orgânica (estercos, compostos, adubação verde, etc.).

Como fazer amostragens de solo para aplicação de corretivos e fertilizantes

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Amostragem de Solos: A base para aplicação de corretivos e fertilizantes

Introdução

A análise do solo, num sentido amplo, é uma medida físico-química, mas, no agronômico, seu objetivo é determinar a habilidade do solo em fornecer nutriente às plantas, e também determinar as necessidades de calcário e fertilizantes, além de diagnosticar problemas de toxidez de alguns elementos, excesso de sais e outros. Para que os objetivos da análise de solo sejam atingidos, é necessário que essa prática esteja interligada com outras etapas, quais sejam: 1) amostragem do solo; 2) análises de laboratório; 3) interpretação dos resultados; 4) recomendação de calagem e adubação. Todos esses segmentos extremamente importantes.

Amostragem de Solos

Para que os resultados de uma análise química de solo tenham validade e representatividade, é indispensável o máximo cuidado e critério na coleta de amostras que deverão ser enviadas aos laboratórios. Nenhuma análise é melhor que uma boa coleta de amostras, pois elas é que irão representar toda a área da propriedade onde deverão ser aplicados os corretivos e fertilizantes. Na maioria dos casos, a amostra do solo representa a camada de áreas que podem chegar a 10 hectares, o que representa um volume de 20 milhões de dm 3 ou litros de terra, considerando o solo com densidade global unitária. Isso significa que, se forem enviadas cerca de 0,50 kg de solo para o laboratório, a amostra representará uma parte em 40 milhões da camada arável. Acrescente-se o problema da heterogeneidade natural do solo e ficará bem caracterizado que a amostragem de solos não é uma prática simples. Ela deve ser rigorosamente executada, seguindo instruções baseadas em considerações de ordem científica.

Esquemas de Amostragem

Os esquemas de amostragem podem ser divididos em duas categorias: ao acaso e sistematizada. A amostragem ao acaso refere-se ao método que tem sido recomendado para a agricultura convencional. A amostragem sistematizada é o sistema recomendado para aplicação das tecnologias da Agricultura de Precisão, sendo o método mais adequado para estudar a variabilidade espacial das propriedades do solo de uma área, pois a variabilidade em todas as direções é levada em consideração.

Amostragem ao acaso

Nesse esquema de amostragem, a propriedade ou a área a ser amostrada deve ser dividida em glebas de até 10 hectares, numerando-se cada uma delas (Fig. 1). As glebas devem ser homogêneas quanto ao uso anterior, tipo de solo e aspecto geral da vegetação. As glebas são percorridas em ziguezague (Fig. 1), retirando-se 20 amostras simples, que devem ser misturadas, separando-se uma amostra composta de 0,50 kg para ser enviada ao laboratório. Ilustração: Acervo Embrapa Milho e Sorgo
Fig. 1 Esquema de amostragem ao acaso de solos em uma área.

Amostragem sistematizada

Com a introdução dos conceitos e tecnologias da Agricultura de Precisão, a amostragem sistematizada das áreas tem sido recomendada. O método mais comum para a amostragem sistemática de solos em uma área é o de sobrepor uma grade quadrada ou retangular em um mapa ou fotografia da área, identificar e dirigir ao local e coletar amostras de solos em cada célula. (Fig. 2). Dentro de cada célula, a amostragem pode ser ao acaso, coletando-se várias subamostras (Fig. 2), ou pontual, na qual as subamostras são coletadas em um raio de 3 a 6 m de um ponto central. A recomendação do espaçamento das grades (malhas) para amostragens de solos varia de 60 x 60 m a 135 m x 135 m, em função da resolução desejada (precisão) associada aos custos (Tabela 1). Ilustração: Acervo Embrapa Milho e Sorgo
Fig. 2 Exemplo ilustrando o sistema de grade (100 m x 100 m) e locais onde subamostras de solo seriam coletadas dentro de cada célula. A área é dividida em grade de 100 m X 100 m, cinco subamostras de solos são coletadas dentro de cada célula para formar uma amostra composta.

Tabela 1. Custos (R$) para coletas de amostras de solo (0 a 20 cm) em função do espaçamento da grade de amostragem utilizada.

Número
de
amostras

Tempo
(horas)

Espaçamento da grade (m)

140
(1,96 ha)

91
(0,83 ha)

60
(0,36 ha)

30
(0,09 ha)


20

2

4,00




48

6


12,00



106

11



22,00


436

36




72,00

Fonte: Antonio Marcos Coelho
1/ Área de 40 ha, com o preço da mão-de-obra a R$ 2,00/hr.

Equipamentos para a Amostragem de Solos

Os equipamentos mais comuns para uma boa coleta manual de amostras de solo são o trado holandês, que tem bom desempenho em qualquer tipo de solo; o trado de rosca, mais adequado para solos arenosos e úmidos; o trado calador, ideal para amostragem em terra fofa e ligeiramente úmida; a pá de corte, equipamento mais disponível e simples para o agricultor, e que deve ser utilizada junto com o enxadão, em solos secos e compactados (Fig. 3). Equipamentos automatizados e equipados com GPS, para amostragem de solos, têm sido disponibilizados aos agricultores. Fonte: Embrapa Milho e Sorgo.
Fig. 3 Equipamentos manuais utilizados para amostragem de solos.

Época de Amostragem

Embora as amostras possam ser coletadas em qualquer época do ano, levando-se em conta o tempo que elas levam para chegar ao laboratório, serem submetidas às análises e o agricultor receber os resultados, torna-se necessário que a coleta seja feita no mínimo três meses antes de se iniciar a aplicação do corretivo e as adubações. Recomenda-se que, em áreas novas, a coleta seja feita cerca de seis meses antes do início do período de implantação da cultura, enquanto que em áreas já cultivadas, a amostragem deve ser feita no início do período da seca, logo após a colheita.

Profundidade de Amostragem

Em áreas novas, a amostragem deve ser realizada nas camadas de 0 a 20 cm e, 20 a 40 cm e, às vezes, também na camada de 40 a 60 cm. Nas áreas já estabelecidas , a profundidade de coleta vai depender do sistema de manejo de solo utilizado (preparo convencional ou semeadura direta), conforme descrito no tópico seguinte. Quando se desejar avaliar a disponibilidade de enxofre, deve-se coletar amostras a profundidades maiores que 20 cm, principalmente em argissolos (anteriormente conhecido como podzólico).

Amostragem de Solos em Áreas sob Plantio Direto

A variabilidade dos índices de fertilidade (fósforo, potássio, matéria orgânica, pH e índice SMP) no sistema plantio direto com adubação a lanço é similar ao sistema convencional. A variabilidade aumenta quando a adubação do sistema plantio direto é feita na linha de semeadura, sendo maior na fase de implantação (até 5 anos), em relação à fase estabelecida. Recomendações: de acordo com a SBCS - NRS (1994).

  1. Adubação a lanço: igual ao sistema convencional; amostragem ao acaso com trado ou pá de corte em 20 pontos da gleba. Fase de implantação (até 5 anos): amostrar com pá-de-corte, perpendicular ao sentido da linha, uma faixa correspondente à largura da entrelinha da cultura com maior espaçamento introduzida no último ano agrícola (se por exemplo, os dois cultivos da gleba foram soja e trigo, respectivamente, a largura de amostragem deve ser feita correspondente ao espaçamento da entrelinha da soja). Deve ser retirada uma fina fatia de solo (aproximadamente 5 cm) em 10 a 12 locais por gleba, para formar uma amostra composta. Fase estabelecida (mais de 5 anos), com adubação em linha: amostrar com pá-de-corte, perpendicular ao sentido da linha, uma faixa correspondente à largura da entrelinha da última cultura. Coletar 8 a 10 locais por gleba, para formar uma amostra composta.
  2. Profundidade: no início do sistema, na implantação e por ocasião da próxima amostragem, que deve ocorrer ao término do terceiro cultivo, utilizar a mesma profundidade do sistema convencional (0 a 20 cm). Na amostragem seguinte, que deve ocorrer ao término do 6o cultivo, amostrar de 0 a 10 cm.
    Sistema de amostragem de solos em áreas sob plantio direto, adubadas em linhas

Outros Procedimentos

Além do planejamento, existe uma série de aspectos importantes que devem ser observados na execução da amostragem. A limpeza total dos equipamentos utilizados na coleta, não misturar as amostras simples coletadas em diferentes camadas do solo e, no caso de coletar amostras a várias profundidades, utilizar um balde ou saco de plástico para receber as amostras simples de cada camada. Não enviar amostras para a laboratório em recipientes ou embalagens já usados e, se não tiver as caixinhas apropriadas, normalmente fornecidas pelos laboratórios ou serviços de extensão, deve-se reforçar bem a embalagem com saco de plástico, papel e barbante.

Como interpretar as analises de solo

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Interpretação de resultados de análise do solo

Uma das condições para que os resultados da análise de solo e sua interpretação sejam válidos é que existam correlações entre os valores obtidos por um determinado método de extração e a resposta de culturas à adubação ou calagem em condições de campo. Por essa razão é que são desenvolvidos estudos de correlação e calibração de métodos de análise de solo. Na fase de correlação, por exemplo, são avaliados diferentes extratores, sendo selecionados os que melhor se aproximam do método padrão, que é a quantidade absorvida e acumulada pelas plantas de um dado nutriente. Na fase de calibração são, então, definidos os níveis críticos e as doses dos nutrientes a serem aplicados. Como os métodos de extração podem variar entre laboratórios de estados diferentes, que, por sua vez, possuem experimentação agronômica própria, os critérios de interpretação deixam de ser, assim, únicos. A título de ilustração, merece ser mencionado que, em Minas Gerais, adota-se o extrator Mehlich-1 para fósforo, ao passo que, em São Paulo, a extração desse elemento é feita com resina trocadora de íons. As classes de interpretação para os resultados das análises químicas de solos emitidos pelos laboratórios em Minas Gerais encontram-se nas Tabelas 2, 3, 4, 5 e 6. Embora essas classes sejam gerais, a utilização delas permite separar glebas com probabilidades diferentes de resposta à aplicação de nutrientes. Considerando especificamente a cultura do milho, uma proposta de interpretação exclusiva para fósforo é apresentada na Tabela 6.

Acidez do solo

Na avaliação da acidez do solo, deve-se levar em consideração as características acidez ativa ( ou pH ) e a trocável, a saturação por alumínio e por bases, a acidez potencial e o teor de matéria orgânica, que estão relacionadas entre si. Relacionada também com a acidez do solo está a disponibilidade dos nutrientes cálcio e magnésio e de micronutrientes como manganês, ferro, cobre e zinco (Tabelas 1 e 2).

Fósforo, enxofre e potássio

A eficiência de extração do fósforo disponível pelo método Mehlich-1 sofre grande influência da capacidade tampão de fosfatos do solo. Por isso, na interpretação da disponibilidade de fósforo, são usadas características que estão relacionadas com a capacidade tampão , como o teor de argila ou o valor do fósforo remanescente (Tabela 3).O enxofre disponível, extraído com fosfato monocálcico em ácido acético, semelhantemente, é também afetado pela capacidade tampão de sulfatos do solo. Na interpretação do enxofre disponível de amostras compostas da camada subsuperficial, as classes de fertilidade apresentadas estão de acordo, como para o fósforo disponível, com a concentração de fósforo remanescente (Tabela 4). Para o potássio disponível, como a capacidade tampão para potássio não afeta a eficiência de extração pelo método Mehlich-1, sendo também de pouco significado para a maioria dos solos de Minas Gerais, é adotada apenas uma classificação para esse nutriente (Tabela 3).

Micronutrientes

Embora seja freqüente a deficiência de zinco e, ou, de boro em várias culturas em Minas Gerais, sendo a de zinco mais comum na cultura do milho, especialmente em solos de cerrado, há uma limitação de estudos detalhados no que se refere a trabalhos de calibração para interpretação de resultados de análise de solo para micronutrientes. Apesar disso, é apresentada uma primeira aproximação de interpretação, sendo incluídas classes de fertilidade para zinco, manganês, ferro e cobre, extraídos com o extrator Mehlich-1, e para boro, extraído com água quente (Tabela 5).

Tabela 1. Classes de interpretação para a acidez ativa do solo (pH) 1

Classificação química

Ac. muito
elevada

Acidez
elevada

Acidez
média

Acidez
Fraca

Neutra

Alcalinidade
fraca

Alcalinidade
elevada

>4,5

4,5 - 5,0

5,1 - 6,0

6,1 - 6,9

7,0

7,1 - 7,8

>7,8

Classificação agronômica

Muito baixo

Baixo

Bom

Alto

Muito alto

<>

4,5 - 5,4

5,5 - 6,0

6,1 - 7,0

> 7,0

Fonte: ALVAREZ V. et al. (1999).
pH em H 2 O, relação 1:2,5, TFSA : H 2 O.
Tabela 2. Classes de interpretação de fertilidade do solo para.a matéria orgânica e para o complexo de troca catiônica

Característica

Unidade1

Classificação

Muito baixo

Baixo

Médio2

Bom

Muito Bom

Carbono orgânico (C.O.)2

dag/kg

£ 0,40

0,41 - 1,16

1,17 - 2,32

2,33 - 4,06

> 4,06

Matéria orgânica (M.O.)3

dag/kg

£ 0,70

0,71 - 2,00

2,01 - 4,00

4,01 - 7,00

> 7,00

Cálcio trocável (Ca2+)4

cmolc/dm3

£ 0,40

0,41 -1,20

1,21 - 2,40

2,41 - 4,00

> 4,00

Magnésio trocável (Mg2+)4

cmolc/dm3

£ 0,15

0,16 - 0,45

0,46 - 0,90

0,91 - 1,50

> 1,50

Acidez trocável (Al3+)4

cmolc/dm3

£ 0,20

0,21 - 0,50

0,51 - 1,00

1,01 - 2,00 11

> 2,00 11

Soma de bases (SB)5

cmolc/dm3

£ 0,60

0,61 - 1,80

1,81 - 3,60

3,61 - 6,00

> 6,00

Ac. potencial (H + Al)6

cmolc/dm3

£ 1,00

1,01 - 2,50

2,51 - 5,00

5,01 - 9,00 11

> 9,00 11

CTC efetiva (t)7

cmolc/dm3

£ 0,80

0,81 - 2,30

2,31 - 4,60

4,61 - 8,00

> 8,00

CTC pH 7 (T)8

cmolc/dm3

£ 1,60

1,61 - 4,30

4,31 - 8,60

8,61 - 15,00

> 15,00

Saturação por Al3+ (m)9

%

£ 15,0

15,1 - 30,0

30,1 - 50,0

50,1 - 75,0 11

> 75,0 11

Saturação por bases (V)10

%

£ 20,0

20,1 - 40,0

40,1 - 60,0

60,1 - 80,0

> 80,0

Fonte: ALVAREZ V. et al. (1999). 1 dag/kg = % (m/m); cmol c /dm 3 . 2 O limite superior desta classe indica o nível crítico. 3 Método Walkley & Black; M.O. = 1,724 x C.O. 4 Método KCl 1 mol/L. 5 SB = Ca 2+ + Mg 2+ + K + + Na + . 6 H + Al, Método Ca(OAc) 2 0,5 mol/L, pH 7. 7 t = SB + Al 3+ . 8 T = SB + (H + Al). 9 m = 100 Al 3+ /t. 10 V = 100 SB/T. 11 A interpretação dessas características nessas classes deve ser alta e muito alta em lugar de bom e muito bom.

Tabela 3. Classes de interpretação da disponibilidade para o fósforo, de acordo com o teor de argila do solo ou do valor de fósforo remanescente (P-rem) e para o potássio

Característica

Classificação

Muito baixo

Baixo

Médio

Bom

Muito bom

---------------------------------(mg/dm3)1------------------------------------------

Argila (%)

Fósforo disponível (P)2

60 - 100

£ 2,7

2,8 - 5,4

5,5 - 8,03

8,1 - 12,0

> 12,0

35 - 60

£ 4,0

4,1 - 8,0

8,1 - 12,0

12,1 - 18,0

> 18,0

15 - 35

£ 6,6

6,7 - 12,0

12,1 - 20,0

20,1 - 30,0

> 30,0

0 - 15

£ 10,0

10,1 - 20,0

20,1 - 30,0

30,1 - 45,0

> 45,0

P-rem4 (mg/L)






0 - 4

£ 3,0

3,1 - 4,3

4,4 - 6,03

6,1 - 9,0

> 9,0

4 - 10

£ 4,0

4,1 - 6,0

6,1 - 8,3

8,4 - 12,5

> 12,5

10 - 19

£ 6,0

6,1 - 8,3

8,4 - 11,4

11,5 - 17,5

> 17,5

19 - 30

£ 8,0

8,1 - 11,4

11,5 - 15,8

15,9 - 24,0

> 24,0

30 - 44

£ 11,0

11,1 - 15,8

15,9 - 21,8

21,9 - 33,0

> 33,0

44 - 60

£ 15,0

15,1 - 21,8

21,9 - 30,0

30,1 - 45,0

> 45,0

Potássio disponível (K)2


£ 15

16 - 40

41 - 70

71 - 120

> 120

Fonte: ALVAREZ V. et al. (1999). 1 mg/dm 3 = ppm (m/v). 2 Método Mehlich-1. 3 Nesta classe apresentam-se os níveis críticos de acordo com o teor de argila ou com o valor do fósforo remanescente . O limite superior desta classe indica o nível crítico. P-rem = Fósforo remanescente.
No caso do fósforo disponível obtido pela Resina podem ser consideradas as seguintes faixas de disponibilidade.

Faixa de disponibilidade

Fósforo disponível (Resina)


------mg/dm 3 ------

Baixo

0 - 20

Médio

21 -40

Alto

>40


Tabela 4. Classes de interpretação da disponibilidade para o enxofre 1 , de acordo com o valor de fósforo remanescente (P-rem)

P-rem

Classificação

Muito baixo

Baixo

Médio2

Bom

Muito bom

mg/L

------------------------------- (mg/dm3)3 ---------------------------------


Enxofre disponível (S)

0 - 4

£ 1,7

1,8 - 2,5

2,6 - 3,6

3,7 - 5,4

> 5,4

4 - 10

£ 2,4

2,5 - 3,6

3,7 - 5,0

5,1 - 7,5

> 7,5

10 - 19

£ 3,3

3,4 - 5,0

5,1 - 6,9

7,0 - 10,3

> 10,3

19 - 30

£ 4,6

4,7 - 6,9

7,0 - 9,4

9,5 - 14,2

> 14,2

30 - 44

£ 6,4

6,5 - 9,4

9,5 - 13,0

13,1 - 19,6

> 19,6

44 - 60

8,9

9,0 - 13,0

13,1 - 18,0

18,1 - 27,0

> 27,0

Fonte: ALVAREZ V. et al. (1999). 1 Extrator Ca(H 2 PO 4 ) 2 , 500 mg/L de P, em HOAc 2 mol/L.
2 Esta classe indica os níveis críticos de acordo com o valor de P-rem.
3 mg/dm 3 = ppm (m/v).

Tabela 5. Classes de interpretação da disponibilidade para os micronutrientes

Micronutrientes

Classificação

Muito baixo

Baixo

Médio1

Bom

Muito bom

mg/L

------------------------------- (mg/dm3)2 ---------------------------------

Zinco disponível (Zn) 3

£ 0,4

0,5 - 0,9

1,0 - 1,5

1,6 - 2,2

> 2,2

Manganês disponível(Mn) 3

£ 2

3 - 5

6 - 8

9 - 12

> 12

Ferro disponível (Fe) 3

£ 8

9 - 18

19 - 30

31 - 45

> 45

Cobre disponível (Cu) 3

£ 0,3

0,4 - 0,7

0,8 - 1,2

1,3 - 1,8

> 1,8

Boro disponível (B) 4

£ 0,15

0,16 - 0,35

0,36 - 0,60

0,61 - 0,90

> 0,90

Fonte: ALVAREZ V. et al. (1999). 1 O limite superior desta classe indica o nível crítico.
2 mg/dm 3 = ppm (m/v).
3 Método Mehlich-1.
4 Método água quente.
Tabela 6. Interpretação das classes de teores de fósforo no solo indicadas para a cultura do milho

Classe textural do solo1

Extrator de fósforo

Classes de teor de fósforo no solo

Baixo

Médio

Alto

--------------------- ppm ------------------

Argilosa (36 a 60%)

Mehlich-1

<>

6 a 10

> 10

Média (15 a 35%)

Mehlich-1

<>

11 a 20

> 20

Arenosa (<>

Mehlich-1

<>

21 a 30

> 30

Resina

<>

16 a 40

> 40

Fonte: COELHO & FRANÇA (1995). 1 Porcentagem de argila.

Analise foliar para o milho

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Diagnose Foliar

Análise de Plantas

Além dos sintomas característicos de uma ou outra desordem, que só se manifestam em casos graves, a identificação do estado nutricional da planta somente é possível pela análise química da mesma. A utilização da análise foliar como critério diagnóstico baseia-se na premissa de existir uma relação bem definida entre o crescimento e a produção das culturas e o teor dos nutrientes em seus tecidos. A diagnose foliar tem sido utilizada nas seguintes situações (Martinez et al., 1999): a) na avaliação do estado nutricional da probabilidade de resposta às adubações; b) na verificação do equilíbrio nutricional; c) na constatação da ocorrência de deficiências ou toxidez de nutrientes; d) no acompanhamento, avaliação e ajuda no ajuste do programa de adubações; e) na ocorrência de salinidade elevada em áreas irrigadas ou cultivos hidropônicos. Deve-se salientar que o uso da análise de tecidos torna-se mais importante no caso dos micronutrientes, considerando a carência de valores de referência para interpretar seus teores no solo e a falta de padronização dos métodos analíticos empregados para sua determinação no solo. A parte amostrada deve ser representativa da planta toda e o órgão de controle mais freqüentemente escolhido é a folha, pois a mesma é a sede do metabolismo e reflete bem, na sua composição, as mudanças na nutrição. A amostragem deve ser realizada em talhões homogêneos, em época apropriada, retirando-se folhas de posições definidas na planta. Para o milho, o terço basal da folha oposta e abaixo da primeira espiga (superior), excluída a nervura central, coletada por ocasião do aparecimento da inflorescência feminina (embonecamento), é comumente utilizado. Normalmente recomenda-se a coleta de 30 folhas por hectare ou talhão homogêneo, quando 50 a 75% das plantas apresentam-se com inflorescência feminina. Não se deve coletar amostras das folhas quando, nas semanas antecedentes, fez-se uso de adubação no solo ou foliar, aplicaram-se defensivos ou após períodos intensos de chuva. Recomenda-se este estádio fisiológico pelos seguintes motivos: a) o estádio de desenvolvimento e a posição da folha são facilmente reconhecidos; b) a remoção de uma simples folha não afeta a produção; c) o efeito de diluição dos nutrientes nesta fase é mínimo, porque o potencial de crescimento e armazenamento dos órgãos vegetativos atingiu o ponto máximo; d) o requerimento de nutrientes é alto nessa fase. O ideal é que as amostras cheguem ao laboratório ainda verdes, no mesmo dia da coleta, acondicionadas em sacos de plástico, identificadas e transportadas em caixas com gelo. Caso isso não seja possível, é aconselhável que as folhas sejam rapidamente lavadas com água corrente e enxaguadas com água filtrada ou destilada, acondicionadas em sacos de papel reforçados e postas para secar ao sol ou em estufa a 70 o C. A identificação da amostra deve conter o seu número, cultura, localidade, data da coleta, nutrientes para analisar e endereço para resposta. É importante que o laboratório seja confiável e possua sistema de acompanhamento e avaliação da qualidade.

Os teores foliares de macro e micronutrientes considerados adequados para culturas produtivas de milho são apresentados na Tabela 1.

Tabela 1. Valores de referência dos teores foliares de nutrientes considerados adequados para a cultura do milho

Macronutrientes

Teor (%)

Micronutrientes

Teor (mg/dm3)

Nitrogênio

2,75-3,25

Boro

4-20

Fósforo

0,25-0,35

Cobre

6-20

Potássio

1,75-2,25

Ferro

20-250

Cálcio

0,25-0,40

Manganês

20-150

Magnésio

0,25-0,40

Molibidênio

0,20

Enxofre

0,10-0,20

Zinco

20-70

Fonte: Martinez et al. (1999)

Sintomas de Deficiência

Os sintomas de deficiência podem se constituir, no campo, em elemento auxiliar na identificação da carência nutricional. No entanto, para a identificação da deficiência com base na sintomatologia, é necessário que o técnico tenha razoável experiência de campo, uma vez que deficiências, sintomas de doenças e distúrbios fisiológicos podem ser confundidos. A sintomatologia descrita e apresentada a seguir, em forma de chave, foi adaptada de Malavolta & Dantas (1987). Sintomas Iniciais na Parte Inferior da Planta

Com clorose

Amarelecimento da ponta para a base em forma de "V"; secamento começando na ponta das folhas mais velhas e progredindo ao longo da nervura principal; necrose em seguida e dilaceramento; colmos finos (Fig. 1) - Nitrogênio

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 1 Sintomas de deficiência de nitrogênio. Clorose nas pontas e margens das folhas mais velhas, seguida por secamento, necrose ("queima") e dilaceração do tecido; colmos com internódios mais curtos; folhas mais novas podem mostrar clorose internerval típica da falta de ferro (Fig. 2) - Potássio

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 2 Sintomas de deficiência de potássio. As folhas mais velhas amarelecem nas margens e depois entre as nervuras dando o aspecto de estrias; pode vir a seguir necrose das regiões cloróticas; o sintoma progride para as folhas mais novas (Fig. 3) - Magnésio

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 3 Sintomas de deficiência de magnésio. Faixas brancas ou amareladas entre a nervura principal e as bordas, podendo seguir-se necrose e ocorrer tons roxos; as folhas novas se desenrolando na região de crescimento são esbranquiçadas ou de cor amarelo - pálido, internódios curtos (Fig. 4) - Zinco

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 4 Sintomas de deficiência de zinco.

Sem necrose Cor verde-escuro das folhas mais velhas, seguindo-se tons roxos nas pontas e margens; o colmo também pode ficar roxo (Fig. 5) - Fósforo

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 5 Sintomas de deficiência de fósforo. Pequenas manchas brancas nas nervuras maiores, encurvamento do limbo ao longo da nervura principal - Molibidênio

Sintomas Iniciais na Parte Superior da Planta

Com clorose

As pontas das folhas mais novas gelatinizam e, quando secas, grudam umas nas outras; à medida que a planta cresce, as pontas podem estar presas. Nas folhas superiores aparecem, sucessivamente, amarelecimento, secamento, necrose e dilaceração das margens e clorose internerval (faixas largas); morte da região de crescimento (Fig. 6) - Cálcio

Foto: Carlos Alberto de Vasconcellos
Fig. 6 Sintomas de deficiência de cálcio Faixas alongadas aquosas ou transparentes, que depois ficam brancas ou secas nas folhas novas, o ponto de crescimento morre; baixa polinização; quando as espigas se desenvolvem podem mostrar faixas marrons de cortiça na base dos grãos (Fig. 7) - Boro

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 7 Sintomas de deficiência de boro. Amarelecimento das folhas novas logo que começam a se desenrolar, depois as pontas se curvam e mostram necrose, as folhas são amarelas e mostram faixas semelhantes às provocadas pela carência de ferro; as margens são necrosadas; o colmo é macio e se dobra (Fig. 8) - Cobre

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 8 Sintomas de deficiência de cobre
Clorose internerval em toda a extensão da lâmina foliar, permanecendo verdes apenas as nervuras (reticulado finas de nervuras) (Fig. 9) - Ferro

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 9 Sintomas de deficiência de ferro. Clorose internerval das folhas mais novas (reticulado grosso de nervuras) e depois de todas elas, quando a deficiência for moderada; em casos mais severos aparecem no tecido faixas longas e brancas e o tecido do meio da área clorótica pode morrer e desprender-se; colmos finos (Fig. 10) - Manganês Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 10 Sintomas de deficiência de manganês.

Sem clorose Folhas novas e recém-formadas com coloração amarelo-pálido ou verde suave. Ao contrário da deficiência de nitrogênio, os sintomas ocorrem nas folhas novas, indicando que os tecidos mais velhos não podem contribuir para o suprimento de enxofre para os tecidos novos, os quais são dependentes do nutriente absorvido pelas raízes (Fig. 11) - Enxofre

Foto: Antonio Marcos Coelho
Fig. 11 Sintomas de deficiência de enxofre.

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Hoje, dia 10/12/2008, este site inicia suas atividades,não porquê o assunto está em voga, mas sim, para suprir uma lacuna na internet, quê é informações sobre a nossa agricultura, envolvendo noticias, técnicas de exploração, novas tecnologias,bem como concentrar em um só local as informações,quê procurarei junto aos nossos colaboradores, no sentido de facilitar o acesso às mesmas.
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